terça-feira, 23 de junho de 2009

Autenticidade e veracidade dos documentos


Depois de expor alguns fatos sobre o assunto, falaremos mais sobre a autenticidade e a veracidade, presentes (ou não!) nos documentos:

A autenticidade pode ser compreendida como o conjunto de elementos que caracterizam a confiabilidade de um documento. Por isso, para que um documento se torne autêntico necessita ser criado por entidade competente e possuir elementos que garantam sua existência, tais como assinaturas, carimbos, marcas d’água, etc. Esses elementos irão validar o documento demonstrando quem é seu autor e que este assume e concorda com o conteúdo e informações que ali se encontram, concretizando a autenticidade e a veracidade deste instrumento de prova. No entanto, estes elementos podem ser alvos de falsificação, rompendo a integridade e exatidão do documento.

Gico Junior (2000) apresenta a autenticidade de um documento como o grau de confiabilidade que pode ser retirado deste comprovante, contestando se quem assinou é de fato seu verdadeiro criador.

Enquanto a autenticidade está voltada para o processo de criação do documento, a veracidade está ligada diretamente a qualidade das informações que compõem este certificado (LOPEZ, 2005).

A veracidade auxilia no entendimento sobre o que é falso e vice-versa. Este esclarecimento a respeito do que não é verídico proporciona ao profissional preceitos que visam avaliar o contexto em que o documento está inserido e não sua análise isoladamente.

Ao questionar se um documento tem a possibilidade de ser autêntico e não verídico, Luciana Duranti (1994), expõe que para um documento ser autêntico basta que este demonstre o que realmente está transmitindo, mesmo que seu conteúdo abranja algumas informações não verdadeiras, visto que estes dois elementos são independentes entre si. Por isso, quando um documento é autêntico e verídico simultaneamente, é considerado um instrumento de prova genuinamente arquivístico.

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